O QUE NOS ENSINA, O IDEB (ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA)

15. setembro 2016 Artigos 0
O QUE NOS ENSINA, O IDEB (ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA)

Que as rotas do século 21 ainda não estão sendo percorridas pela maioria das redes públicas de ensino do nosso país. Que é preciso inovar, aprimorar e avançar os passos, para que a educação oferecida nas escolas do sistema educacional brasileiro, alcance padrão de qualidade digno de um país consciente de suas prioridades e respeitado pelo seu desenvolvimento econômico e social.

Para ilustrar as preocupações com os resultados da educação, merece destaque o Distrito Federal, que, mesmo tendo o maior orçamento entre os demais estados, não evoluiu na avaliação do Ideb. No ensino médio, 15% dos estudantes ficaram no nível 0 (zero), na escala de 0 a 10, de capacidade nas disciplinas de português e de matemática. 80% dos estudantes, aproximadamente, não alcançaram metade dessa escala nessas disciplinas e ficaram entre os níveis 0 (zero) e quatro.

Brasília figura entre as três unidades da Federação que não alcançaram, nem a meta estabelecida para os anos iniciais do ensino fundamental. E não foi diferente a situação de 77% dos alunos dos anos finais do ensino fundamental que participaram da avaliação. (Caderno Cidades, Correio Braziliense de 9/9/16).

Especialista em políticas públicas e professor da FE/UnB, Remi Castioni, considera que o Distrito Federal deveria ter os melhores índices de ensino, em virtude de ter um orçamento para educação maior do que o dos demais estados.

É hora de agir, portanto. A infância e a juventude não podem esperar. O alicerce deve ser construído agora, para que os estudantes estejam em condições de assumir uma vida adulta com as capacidades imprescindíveis, para se tornarem cidadãos produtivos, em condições de assumir o próprio crescimento pessoal, profissional, e contribuir para o desenvolvimento do país.

Os caminhos para que a qualidade da educação chegue ao século 21, podem ser encontrados com o apoio na qualificação dos professores, na atualização dos ambientes de aprendizagem, na contextualização dos conteúdos, na inovação das práticas de ensino, no engajamento das famílias, nas parcerias entre governos, organizações sociais, nas experiências de parcerias nacionais e internacionais adequadas a nossa realidade e, finalmente, em todos os que estejam determinados a assumir, juntos, o desafio de reescrever um quadro de inovações e melhores resultados para uma educação de alma brasileira.

O LABI, com o apoio de parceiros que acreditam no trabalho e dedicação dos profissionais das redes públicas de ensino, tem compartilhado suas experiências em práticas inovadoras, para inspirar alunos e professores em alguns municípios, e já tem resultados muito gratificantes. Conforme divulgado pelo INEP, no município de Viamão-RS, a pontuação dos alunos do 5º evoluiu de 4.6 para 5.1; no 9º ano: de 3.3 para 4.0; em Jacareí-SP, 5º ano: de 5.9 para 6.3; Em Salvador-BA, 5º ano: passou de 4.0 para 4.7; 9º ano: de 3.0 para 3.4; no município de Parati-RJ: no 5º ano, foi, de 4.5 para 5.2; e no 9º ano: de 3.3 para 4.5, o que revela estarmos no rumo certo.

Em Jacareí, merecem destaque duas escolas contempladas com o projeto PESCO. O LABI, com o apoio de parcerias, a confiança e a vontade de transformar, da escola “EMEIF Presbítero” que se encontrava na pior posição entre as demais em sua rede de ensino, viu sua pontuação evoluir em 1.2 acima da avaliação anterior do IDEB. A outra escola chamada “EMEF Professor Décio Moreira”, do mesmo projeto, celebrou 7.4, o maior IDEB do município.

Diante do que aprendemos com os dados do IDEB, temos que acreditar que, juntos, é possível fazer melhor e inovar. Para que a educação chegue ao século 21, em todas as escolas do país, é necessário aprofundar a reflexão sobre o que o que o Ideb está revelando, e reverter o quadro atual, colocando-o em bases mais favoráveis ao alcance de resultados de aprendizagem aceitáveis e que correspondam aos investimentos feitos no sistema educacional.

 

Artigo redigido por Sônia Prado


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *